Stone: fintech brasileira que aposta em Kotlin para transformar o mercado financeiro

A Stone é uma das fintechs mais importantes do Brasil. Listada na Nasdaq sob o ticker STNE, a empresa se consolidou como referência em soluções de pagamento para comerciantes brasileiros, atendendo desde o microempreendedor individual até grandes redes varejistas. Com mais de 13 mil funcionários espalhados pelo país, a Stone construiu sua reputação pela proximidade com o cliente e por uma obsessão com tecnologia de ponta.

O que diferencia a Stone de outros adquirentes tradicionais é a mentalidade de empresa de tecnologia. Enquanto bancos tradicionais tratam meios de pagamento como commodity, a Stone trata cada maquininha, cada transação e cada integração como um problema de engenharia que merece a melhor solução possível. É nesse contexto que Kotlin entra como peça-chave.

O que a Stone faz e onde ela se posiciona no mercado

A Stone atua como adquirente e oferece um ecossistema completo de soluções financeiras para o lojista brasileiro. O portfólio da empresa inclui maquininhas de cartão (os famosos terminais POS), soluções de pagamento online via gateway, conta digital para empresas, crédito para capital de giro e software de gestão (através da Linx, adquirida em 2021).

A aquisição da Linx, líder em software de gestão para varejo no Brasil, foi um marco estratégico. Com essa junção, a Stone passou a oferecer uma solução integrada que vai desde o ERP do lojista até o processamento do pagamento no caixa. Isso gera um volume absurdo de dados e transações que precisam fluir em tempo real com altíssima confiabilidade.

No mercado de adquirência, a Stone disputa espaço com Cielo, Rede, PagSeguro e outros players. Sua diferenciação está no atendimento humanizado (os famosos “Agentes Stone” espalhados pelo Brasil) e na qualidade técnica dos seus produtos.

Como a Stone usa Kotlin

Kotlin permeia diversas frentes de engenharia na Stone. No mundo mobile, o aplicativo Android da Stone — utilizado tanto por lojistas para acompanhar vendas quanto internamente pelos agentes comerciais — é desenvolvido predominantemente em Kotlin. A migração do legado Java para Kotlin foi uma prioridade, aproveitando a interoperabilidade nativa entre as duas linguagens para fazer a transição de forma incremental e segura.

Nos terminais POS baseados em Android (como o Stone Smart), Kotlin também está presente. Desenvolver software para maquininhas inteligentes é um nicho fascinante: o código precisa ser eficiente em dispositivos com recursos limitados, lidar com conectividade intermitente e processar transações financeiras com segurança criptográfica rigorosa. Kotlin, com suas coroutines e null safety, se encaixa perfeitamente nesse cenário.

No backend, a Stone utiliza Kotlin com frameworks como Spring Boot para construir microsserviços que processam transações financeiras, calculam taxas, gerenciam antifraude e alimentam dashboards analíticos em tempo real. O processamento de pagamentos exige latência baixíssima e tolerância zero a falhas, o que torna a segurança de tipos do Kotlin especialmente valiosa.

Stack tecnológica e cultura de engenharia

O ecossistema técnico da Stone é vasto e diverso:

  • Backend: Kotlin e Java com Spring Boot, além de serviços em Go e Elixir para componentes de alta concorrência
  • Mobile: Kotlin para Android (apps e terminais POS), Swift para iOS
  • Infraestrutura: AWS e infraestrutura própria em data centers (exigência regulatória do setor financeiro), Kubernetes, Docker
  • Dados: Apache Kafka para event streaming, pipelines de dados com Spark, data lakes para análise de comportamento transacional
  • Segurança: HSMs (Hardware Security Modules) para criptografia de transações, PCI DSS compliance em toda a stack

A cultura de engenharia da Stone é marcada pela mentalidade de ownership. Times são organizados em squads que possuem autonomia para tomar decisões técnicas, desde a escolha de bibliotecas até a arquitetura dos serviços que mantêm. A empresa promove hackathons internos e tem um programa robusto de tech talks onde engenheiros compartilham aprendizados.

Outro aspecto importante é a cultura de resiliência. Quando se lida com dinheiro, qualquer minuto de indisponibilidade significa prejuízo real para o lojista. Por isso, a Stone investe pesado em chaos engineering, testes de carga e práticas de SRE para garantir que seus sistemas aguentem picos de Black Friday e outras datas críticas do varejo.

Oportunidades de carreira e dia a dia na Stone

A Stone mantém escritórios em São Paulo (sede), Rio de Janeiro e diversos hubs regionais pelo Brasil. O modelo de trabalho varia por equipe, com opções presenciais e híbridas. Com mais de 3.300 vagas tipicamente abertas, a empresa está em constante expansão.

Para desenvolvedores Kotlin, as oportunidades são variadas. Você pode trabalhar no time de aplicativos Android para lojistas, no desenvolvimento de software para terminais POS, em microsserviços backend de processamento de pagamentos ou nos times de dados e analytics. Cada uma dessas áreas apresenta desafios técnicos únicos.

Os benefícios incluem remuneração competitiva com o mercado fintech, participação nos resultados, plano de saúde e odontológico, vale-refeição e alimentação, Gympass e auxílio educação. A Stone também oferece stock options para funcionários, o que é um diferencial relevante para uma empresa listada na bolsa americana.

A empresa valoriza formação contínua e mantém parcerias com universidades e plataformas de aprendizado. Engenheiros têm acesso a budget para conferências, cursos e certificações. A trilha de carreira técnica é bem definida, permitindo que desenvolvedores cresçam até posições de Staff e Principal Engineer sem precisar migrar para gestão.

Por que um dev Kotlin deveria olhar para a Stone

A Stone oferece algo raro no mercado brasileiro: a chance de trabalhar com Kotlin em contextos variados dentro da mesma empresa. Poucos lugares permitem que você desenvolva desde apps Android de consumo até software embarcado em terminais de pagamento, passando por microsserviços backend de alta criticidade — tudo usando Kotlin.

O setor financeiro traz desafios técnicos que vão além do convencional. Segurança, compliance, disponibilidade e performance são requisitos inegociáveis. Trabalhar na Stone vai fazer de você um engenheiro mais completo, porque o custo de um bug em produção não é apenas uma tela de erro — é dinheiro real de comerciantes reais.

Se você quer aplicar Kotlin em problemas de verdade, com impacto direto na economia brasileira e na vida de milhões de lojistas, a Stone é uma aposta segura.

Explore as vagas na Stone

Acesse o site oficial e confira as oportunidades disponíveis: https://stone.com.br